segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Carta ao André

Filho, não tenho palavras para expressar o que sinto. Uma saudade imensa, uma dor calma e refinada pelos anos de conviver com você. Uma gratidão infinita por ter tido você ao meu lado. Uma tristeza aguda por saber que você não está mais aqui. Eu sei, filho, que você  apenas não está aqui, mas continua sua jornada de aperfeiçoamento daquilo que já é perfeito. Porém sinto sua falta. Sua ausência dói como a dor daqueles que tem água e não podem beber, que tem comida e não podem comer. É como viver sem aquela parte de mim que estava acostumada a buscar o improvável.  Aquela parte irreverente e diferente que percebia coisas que outros não veem. Aquela parte  mística ainda que jovem e inocente ainda que sábia. Todavia continuo a aprender com você e com o legado que nos deixou. Com a tolerância e aceitação do que é diferente. Esse respeito imenso que você tinha pelo outro, pela natureza, pelos animais, pelos que sofrem. Tudo isso, filho, são coisas que levamos inúmeras vidas para aprender e você já as tinha prontas desde que veio para esta vida. Elas fazem parte daquilo que você é. E isto, filho, é a maior qualidade que um ser humano pode ter, é uma qualidade divina, uma qualidade crística. Obrigado por me mostrar esse lado da vida. Um lado sem preconceitos, de pura aceitação. Isso, filho, se chama amor.
 Te amo, André. Te amo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário