sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Aos pais, nossos verdadeiros mestres

                 Não existe missão mais sagrada neste planeta que a de criar um filho. É a perpetuação da vida. É a cocriação com o Universo Divino. Quando nos é entregue esta missão é porque em algum lugar do Universo alguém acreditou em nós e nos percebeu capazes de realizar este trabalho. E a vida nos foi entregue. Agora nós, com o que temos, procuramos dar o melhor para protege-la, cuidá-la, amá-la e, a seu tempo liberá-la de nosso controle.
                 Nos tempos modernos, contudo, a euforia do consumismo e da comunicação tem levado a mudanças radicais nas relações familiares, assim já não são os pais que criam seus filhos, mas o processo tem sido passado para mãos de terceiros, como alguma instituição especializada de ensino ou uma babá eletrônica como a TV ou ainda algumas mais inteligentes como as máquinas do  universo virtual.
                      Trabalhamos para educar nossos pequenos, porém nos deparamos com um mundo quase que inóspito fora do âmbito familiar. Tentamos, então preencher a vida de nossas crias de tal forma que eles não t:em mais tempo para ser crianças. A educação passou a ter sinônimo de informação. E esquecemos que a verdadeira educação é ainda aquela que vem do berço. Do amor que embala a criança. Da canção expressa pela alma que a aconchega.
                      A educação formal, esta dada pelas instituições de ensino, não é educação. Isto  é informação, isto é técnica e desenvolvimento do pensamento lógico. Educação envolve emoção, afetividade, envolvimento, confiança e crescimento pessoal. Esta educação a escola não pode dar. A única célula capaz de proporcionar tal experiência é a família, seja essa qual for. Família de pai e mãe, família de avó e neto, família de tios e parentes, família adotada, família social.
                  Digamos que a educação está diluída em dois aspectos: A Educação Formal ou informacional, técnica, racional. Aquela que ensina a utilizar o lado esquerdo do cérebro que é a formação aplicada nas instituições de ensino e a Educação Emocional, esta que permite o desenvolvimento da personalidade em sua totalidade. Que desenvolve a intuição a criatividade, a espiritualidade e dá balanço à vida. É o desenvolvimento do lado direito do cérebro ou o lado afetivo. A educação emocional começa antes do nascimento e prossegue por toda a vida. A criança não é um vaso depositário de ideias e técnicas. Ela é um ser, antes de tudo, emocional.  O desenvolvimento, embora não pareça, tem seu tempo de maturação. Como uma planta a criança requer cuidados especiais para encontrar seu ponto de balanço na vida que agora tem a viver.
                  Atualmente a maioria dos pais querem ter pequenos gênios como filhos e tem dificuldade em aceitar o tempo da criança. O abandono do mesmo às suas própria ideias ocorre muito cedo. Estamos vivendo em uma sociedade onde a criança dita as normas e os pais obedecem. Ele passa de filho a pai sem sequer conhecer a si mesmo, gerando no mesmo uma carga de responsabilidade indescritível, lançando-o nos universos “proibidos para menores” como se não fossem mais que crias abandonadas.
                O conhecimento mais profundo que o homem pode ter não é aquele das assimilações, mas da intuição, pois a intuição não é mais que acessar conscientemente aquilo que o indivíduo já conhece.  A intuição, no sentido espiritual é acessar a programação da vida, é a lembrança do que somos em nossa inteireza e como parte do Todo. É o acesso à consciência universal. 
                   Queridos pais, sejam pais de seus filhos. Amem, abracem, compartilhem. Esses momentos são momentos que ficarão para sempre gravados em suas almas e acreditem, são eles que nos ajudarão a vencer as maiores barreiras que surgirem no caminho. E, são eles que nortearão seu filho quando ele precisar enfrentar a vida sozinho.
                   Que o amor os fortaleça e os guie em sua sagrada missão.


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Muita luz e amor.

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